24
mar
08

 Sapo patriarcal

Dia de homenagear os sentimentos contínuos de impotência perante ao meio exterior (suspiro). Quando eu era adolescente eu podia surtar à vontade e ter crises auto-destrutivas abusando de drogas, ou mesmo andar com pessoas babacas e fingir que estava tudo bem. Essas duas coisas deixaram de ser viáveis há um bom tempo, a gente acaba descobrindo que não passamos de covardes mimados e tentamos deixar as coisas menos piores (isso nos casos em que a vergonha na cara ressurge). Mais uma vez, estou surtando com o mundinho. Eu não sei quem foi a criatura que conseguiu botar na cabeça das mulheres que a poligamia e  a promiscuidade seriam uma forma de libertação do machismo, mas tenho que admitir que o cretino foi esperto. Veja só, em uma sociedade onde a mulher é reduzida à pedacinhos de carne e buracos úmidos, temos garotas iludidas praticando sexo vazio em busca de uma “igualdade”. Queridas, as erradas não somos nós que no fundo SEMPRE querem algo mais do que entra-sai-mela-vai,  nós NÃO precisamos nos submeter a isso, direito ao sexo casual? Não, obrigada. Simplesmente porque mulher não é livre pra exercer sua sexualidade, ela é objeto por mais que considere o homem como um objeto também, vou contar uma novidade: PESSOAS _NÃO_ SÃO OBJETOS, em hipótese alguma! E acho que nós temos caratér e sensatez suficientes para deduzir isso, companheiras. Enquanto formos esses malditos depósitos de porra, haverão pênis acéfalos à nossa volta nos dominando, então vamos tomar vergonha na cara e impor nossas necessidades. “Ah, mas eu quero me divertir, gosto de sexo sem compromisso”, ótimo, então procure uma sociedade alternativa de igualdade dos gêneros e foda à vontade, assim você não atrapalha os esforços dos outros para melhorarem esta aqui.

(respira)

Eu vejo todos os dias homens traindo suas mulheres sem peso na consciência, às vezes de forma conspiratória ou, dependendo do nível, às claras. A falta de caráter e o machismo estão presentes em atitudes já consideradas “normais”, como o cara que compra o carro do ano e quer algumas vadias de brinde. A mídia desempenha seu papel com esmero, consegue reforçar todos os valores podres do homem patriarcal e normalizar todas as suas atrocidades. Consulte a última garota que foi capa da maior revista para machos se masturbarem e ouça a palavra “arte” ou “liberdade de expressão”, depois disso bata a cabeça na parede. Ou sinta uma bela pontada no seu fígado.

“Mulher é que nem lençol, da cama pro tanque, do tanque pra cama”  Asdrúbal Severino, caminhoneiro patriarcal peludo. Não deixe de discorrer sobre nosso sapo-propaganda.

28
fev
08

O inimigo

Charlie Harper

Hoje eu pensei em deixar as coisas mais iluminadas apresentando meu inimigo. Sim, afinal, aquela lista quilométrica do “eu odeio” no meu caso pode ser personificada (pelo menos parte dela). Charlie Seen está aqui, representando Charlie Harper (Seriado de grande repercussão “Two and a Half Man”), mas vestido de uma forma ainda mais instigante para o meu esterótipo. É nada mais do que o símbolo do pacote plus, não basta ser um heterossexual ultra-machista de classe média-alta, quando você pode ser também onívoro carniceiro, bêbado valentão, reacionário morador de Refutópolis e em casos tupiniquins, um leitor da revista “Placar” (quando a Playboy e a Veja não chegaram ainda). Eles estão por toda parte, seja a pé ou de carrinho-exibição, de camiseta da Khelf ou do Demented are Go, bebendo Brahma ou Heineken, preferindo peitos enormes ou bundas mutantes, escutando Créu velocidade 5 ou Go Buddy Go, comendo costelinha ou bacon, amando Tropa de Elite ou lambendo as bolas do Diogo Mainardi. No fim das contas e na falta de granadas eu prefiro evitar, ignorar, e quando possível rir; Ao menos comunicando as pessoas da existência desses figuras e da emergência que é mudar esse bolo de conceitos primitivos, as pequenas atitudes vão fazendo a diferença.

Por enquanto eu não vou me aprofundar em nenhum dos itens, creio que tudo será bem explorado nas postagens futuras. Este é basicamente meu inimigo, peludo e cheirando “Avanço” (se o cheiro de pinga permitir).

27
fev
08

Não tenho cirrose

Lulinha e o f�gado.

Não, o título do meu blog não faz referência ao consumo excessivo de álcool (tristeza) ou outros transtornos clássicos do fígado. Levei para o lado psicossomático, levei mesmo, hoje acordei sem vontade de ser objetiva. Já se perguntou porque as pessoas utilizam uma certa expressão “verde de raiva”? Presumo que todos saibam o que é a famosa bile, aquela mesma produzida para digerir gorduras que as vezes acaba misturada no seu vômito, verde. É exatamente a origem dessa fala popular, uma correlação entre a produção de bile e a raiva. Não somente a raiva tem destaque, diz-se que todo fator psicoemocional afeta o fígado… basicamente o nosso laboratório químico corporal seria também a vítima de nossos chiliques diários. ” Na antiguidade, o fígado era considerado a sede das emoções. As medicinas hipocrática, islâmica e medieval consideravam o fígado como o produtor fundamental de quatro “humores” (colérico, melancólico, fleumático e sangüíneo) básicos do corpo e cujos excessos, estavam relacionados com as alterações emocionais.” [por Mário Quilici, psicanalista]

Enfim, estou criando esse espaço para homenagear meu fígado querido e tudo o que ele tem suportado. Sou basicamente uma criatura que sonha com um mundo de fígados saudáveis, e que apesar dos fatores desesperadores ainda se esforça ao máximo para fazer sua parte e incentivar aqueles que estão ao redor. Se não vai fazer pelos outros, faça pelo seu fígado, ok? Pelo menos está um pouco além do seu umbigo (literalmente, vide Lulinha).

PS: Quando eu dominar CSS, dominarei o mundo.




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